O que é absenteísmo e como calcular

O que é absenteísmo e como calcular

Uma empresa que tem um alto número de horas não trabalhadas em função do absenteísmo na equipe, geralmente, sofre com custos pesados com a reorganização das funções e a redução de produtividade. Logo, ela precisa se responsabilizar para reduzir esses números.

O absenteísmo pode ter várias causas, e a relação do funcionário com a empresa tem uma forte influência nesse tipo de comportamento. Por isso, é função do negócio investigar os motivos que levam a isso, a fim de evitar que a ausência de colaboradores se torne rotina.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, aproveite a leitura do post para descobrir o que é absenteísmo, por que medi-lo é tão importante, quais são os seus tipos e como você pode calculá-lo na empresa. Acompanhe!

O que é absenteísmo?

Como você viu, o absenteísmo é aquele tempo não trabalhado pelos colaboradores, em que eles se fazem ausentes em função de um atraso ou de falta. Apesar de ser extremamente prejudicial para o negócio, essa é uma situação bastante comum na maioria das empresas.

A grande questão é que, ao olhar com atenção para esse problema, é possível reduzir boa parte dos custos associados ao desperdício de tempo e garantir uma maior produtividade dos times. Porém, existe um caminho estratégico que deve ser trilhado para alcançar isso.

Uma das maneiras mais eficientes, por exemplo, é identificando quais são as principais causas que levam a esse tipo de comportamento. Muitas vezes, o funcionário não consegue se comprometer com seus horários por se sentir desmotivado com o trabalho. Em outras, no entanto, isso acontece porque o profissional está enfrentando alguma dificuldade no caminho, como o trânsito intenso.

Independentemente da razão que leva a esse tipo de situação, é relevante que a empresa a conheça. Só assim ela poderá construir estratégias para combater o problema. Uma funcionária que precisa deixar o filho na creche as 7h30m e, depois, atravessar a cidade em horário de pico para estar no trabalho até as 8h00m dificilmente conseguirá cumprir seu horário.

Nesses casos, a empresa pode ser flexível a ponto de estabelecer acordos que sejam vantajosos para ambas as partes. Essa mesma pessoa pode, por exemplo, entrar no trabalho às 8h15m ou 8h30m, por exemplo, e sair às 18h15m ou 18h30m. Dessa forma, nem ela nem a empresa saem perdendo.

Esse pode ser um caso isolado e que exige uma atenção diferenciada. Mas, na maioria das vezes, o absenteísmo se transforma em um problema nas empresas quando começa a tomar proporções muito grandes, se tornando uma regra e afetando a produtividade de um time inteiro.

Nesses casos, é imprescindível que toda a política da empresa seja revisitada, a fim de identificar onde ela está falhando em obter o comprometimento dos seus colaboradores. Se o problema não for a companhia, significa que ela está jogando dinheiro fora, investindo no perfil errado de profissional durante seus processos seletivos.

Por que medir o absenteísmo é importante?

Manter sua atenção redobrada ao absenteísmo na empresa é um cuidado essencial se você quiser garantir bons resultados. A ausência dos funcionários pode provocar um efeito em cascata, extremamente negativo para os negócios.

O primeiro aspecto afetando é a produtividade, que decai à medida que as pessoas não estão ali para cumprir a sua função. Nesses casos, toda a equipe precisa se empenhar em fazer o trabalho de alguém que não está presente, atrasando o andamento geral das tarefas.

Obviamente, isso acaba sobrecarregando o seu pessoal, que pode se sentir esgotado ou acabar desenvolvendo burnout. Não raro, isso gera desafios como reclamação, falta de proatividade, conflitos interpessoais e assim por diante.

Isso tudo pode acarretar em pedidos de demissão frequentes, aumentando os índices de turnover. Isso sem falar nos prejuízos ao clima organizacional e, em casos mais graves, até à cultura do negócio.

Como você deve prever, tantos problemas resultam em um aumento significativo dos gastos, em uma queda no desempenho geral da empresa e, não raro, na insatisfação de clientes, parceiros, fornecedores e até mesmo investidores.

Quais são os tipos de absenteísmo?

Nem sempre o absenteísmo é altamente prejudicial ao negócio. Inclusive, algum grau de ausência sempre vai existir na organização. Afinal, ninguém está livre de passar por imprevistos e problemas pessoais urgentes. Porém, é interessante que a empresa conheça os seus diferentes tipos para controlar aqueles que podem ser afetados por ela. Veja só!

Absenteísmo justificado

O primeiro tipo de absenteísmo é o chamado “absenteísmo justificado”. Trata-se daquela falta que o funcionário comete, mas que é justificada por um motivo formal importante, tal como um problema de saúde, o nascimento de um bebê ou o falecimento de um parente próximo, por exemplo.

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Nesses casos, a empresa deve ser imediatamente comunicada para que ela se organize para cobrir a ausência do trabalhador. Em alguns casos, será preciso substituí-lo temporariamente por outro profissional. Em outros, no entanto, a própria equipe pode ser reordenada para dar conta das demandas.

Absenteísmo injustificado

Um dos maiores problemas da empresa está no absenteísmo injustificado, o nosso segundo tipo de ausência no trabalho. Essas são aquelas situações em que o funcionário simplesmente não vai à empresa e não informa qualquer motivo aceitável para a sua falta.

É muito comum nos casos de imprevistos pessoais, de desmotivação com o trabalho, de insatisfação com as relações interpessoais na empresa e da própria irresponsabilidade do indivíduo. Essa é a típica demonstração de que algo não vai bem ou no ambiente interno e gestão de pessoas ou no método de escolha dos colaboradores.

Presenteísmo

Por fim, temos o presenteísmo, que é tão nocivo quanto o absenteísmo injustificado. Nesse caso, o funcionário até está “de corpo presente” na empresa, mas o seu desempenho é notavelmente inferior ao do grupo, o que gera uma enorme insatisfação coletiva.

Em muitos casos, isso pode acontecer por insatisfação com a empresa. Mas, em outros tantos, está associado a problemas pessoais ou de saúde que deixam o colaborador “distante”. É o caso de quem enfrenta problemas familiares, depressão, luto, doenças graves e assim sucessivamente.

Como calcular absenteísmo?

Agora, já é hora de saber que o absenteísmo, apesar de se tratar de um problema subjetivo, pode ser calculado. Inclusive, o cálculo das ausências ajuda a determinar quando a empresa está diante de um problema sério ou quando seus índices ainda são aceitáveis.

O primeiro passo é entender que absolutamente todas as faltas dos colaboradores devem integrar o cálculo de absenteísmo. Mesmo aquelas em que o funcionário justificou sua ausência precisam ser contabilizadas. Porém, não confunda essa ausência com aqueles períodos em que o funcionário tem o direito de não ir: como as férias e as folgas.

Portanto, o ideal é realizar um controle individual de faltas, que possa ser categorizado por departamento de atuação ou encarado de modo geral na empresa. Assim, cada colaborador terá seu próprio índice, cada setor terá outro e a empresa, como um todo, outro.

Ao longo do tempo, você conseguirá perceber alguns padrões no absenteísmo, como meses ou períodos em que os colaboradores tendem a faltar mais, como nos dias de inverno, por exemplo. Períodos pré e pós feriados também são bastante suscetíveis a esse tipo de comportamento.

À medida em que estuda esse histórico e padrão de comportamento, você pode começar a criar estratégias para minimizar o problema. Uma maneira prática e vantajosa de fazer isso é adotando um banco de horas ou simplesmente optando por uma gestão humanizada, liberando os colaboradores para trabalharem em regime home office e flexibilizando seus turnos de trabalho.

Agora, sim, vamos ao cálculo que vai indicar a situação da sua empresa quanto ao absenteísmo. Para isso, você precisa utilizar a seguinte fórmula:

(nº de colaboradores x nº de faltas e atrasos) ÷ (nº de colaboradores x nº de dias trabalhados)

Nesse caso, suponha que você tenha uma equipe com 20 funcionários, que trabalham 8 horas por dia, 20 dias por mês. Cada um deles atrasou, em média, 40 minutos no mês, e houve 2 faltas. Você precisaria:

  • converter os minutos de atraso em horas — 40 ÷ 60= 0,66 horas;
  • converter os dias trabalhados em horas — 20 x 24 = 480 horas;
  • converter o número de faltas em horas — 2 x 24 = 48 horas.

Assim, o total de horas não trabalhadas seria:

nº de faltas e atrasos = faltas + atrasos

nº de faltas e atrasos = 48 + 0,66

nº de faltas e atrasos = 48,66 horas

Levando esse dado para a fórmula do absenteísmo, você teria:

(20 x 48,66) ÷ (20 x 480)

973,33 ÷ 9600 = 0,10 ou 10% de absenteísmo

Não há, em qualquer local, um intervalo unânime de absenteísmo aceitável pelas empresas. No entanto, muitos gestores concordam que índices entre 3% e 4% não são considerados prejudiciais aos resultados do negócio. A partir disso, é preciso acionar os alertas.

Com esses dados em mãos, você pode começar a tomar decisões que favoreçam um bom clima organizacional, que ofereçam condições de trabalho satisfatórias, que promovam desafios e facilitem o crescimento dos colaboradores, além de investir na qualificação dos processos seletivos para reduzir o absenteísmo. Então, aproveite essa informação!

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