gestores no processo seletivo

Como envolver os gestores nos processos seletivos?

Encontrar os melhores profissionais para formar uma equipe competente e produtiva é de interesse do RH, mas precisa ser também dos gestores, pois são os candidatos contratados que darão continuidade ao trabalho do setor. Afinal, os profissionais selecionados serão os responsáveis pelos resultados.

Seria muito bom para o gestor encontrar o colaborador ideal, aquele que tem o perfil que se encaixe perfeitamente na vaga disponível. No entanto, a realidade é outra e o processo de seleção costuma ser minucioso e, por vezes, demorado.

É comum que o gestor deixe essa atividade ser conduzida pelo RH ou, até mesmo, por uma equipe terceirizada, se mantendo fora do processo de formação da sua equipe. O que percebemos, sem grande esforço, é que a participação dos gestores no processo seletivo possibilita uma contratação muito mais assertiva, além de muitos outros benefícios.

Assim, é importante que a empresa tenha, além do RH, uma gestão engajada e preocupada com o recrutamento dos profissionais que farão parte da equipe. Pensando nisso, enumeramos 7 dicas que contribuem para o engajamento da gestão e que refletem a relevância da união entre o RH e a liderança no processo de seleção.

1. Alinhar as informações

Para encontrar a forma correta de gerar engajamento dos gestores no processo seletivo, é necessário saber como a liderança se sente em relação a isso. Todos se sentem à vontade? Se não, por qual motivo? É importante identificar a razão da resposta negativa.

O recomendável é que o RH realize um levantamento dessas informações com os gestores de todos os setores. Ele pode ser feito com o uso de questionários, com a realização de entrevista ou com uma reunião. A escolha vai depender de como cada empresa costuma interagir com os líderes. Com essas informações, o RH vai saber onde deve concentrar as ações.

Independentemente do resultado, é preciso alinhar as informações — expor o interesse da empresa na participação de todos os líderes no processo de recrutamento e seleção. Se os candidatos serão os futuros colaboradores, é compreensível que as pessoas envolvidas na rotina das funções possam participar das análises de perfis. O alinhamento quanto ao período em que acontecerá o processo também é importante, pois os gestores costumam ter a agenda “cheia”. 

2. Reforçar a importância da participação

Qual é o profissional que conhece a rotina do setor, as particularidades que ajudam na conquista do resultado ideal? Quem conhece bem as demandas por completo, a parte técnica e as habilidades necessárias para o bom desenvolvimento da função? A gestão. Com todos esses conhecimentos, ela é essencial para uma escolha assertiva, e precisa saber disso.

O RH realiza a triagem de currículos, observando as qualificações, a experiência e o perfil comportamental. Porém, o gestor pode ser decisivo, fazendo questionamentos pertinentes para analisar como esse candidato se sairia atuando na função. Afinal, o gestor saberá identificar se o candidato faz bom uso da persuasão para vender o produto que ele conhece tão bem ou se o candidato tem boa oralidade, a ponto de conseguir atender um cliente como o esperado, por exemplo. 

É o gestor que conhece o que funciona e o que não funciona no seu setor. Ele identifica também se a experiência é fundamental ou se apenas a formação teórica e dedicação são suficientes, para que o profissional corresponda às expectativas da função. É preciso reforçar com o gestor que ele faz a diferença no processo.

3. Melhorar o conhecimento da cultura organizacional

Compreendendo a cultura organizacional como o conjunto de ações e valores que demonstram como uma organização conduz e direciona o seu negócio, bem como considerando que ela é responsável por unir comportamentos e hábitos, o recrutamento possibilita um melhor conhecimento do posicionamento da empresa. Enfim, as diretrizes e políticas adotadas pela empresa regem todo o processo de recrutamento.

O gestor que participa do processo de seleção passa a ter um diferencial: maior conhecimento sobre a identidade da organização em que trabalha. Essa visão global facilita a percepção de possíveis pontos que precisam ser melhorados. A percepção geral é importante para uma maior eficiência nas estratégias e mais segurança nas decisões.

Mostre para o gestor como isso é positivo. Além da relação com a assertividade na contratação de profissionais, o gestor que conhece bem a cultura da empresa se apropria das melhores práticas, tendendo a ter uma equipe mais focada e produtiva.

4. Possibilitar um melhor acompanhamento

O líder participativo consegue acompanhar o desenvolvimento de seus colaboradores, desde o início. Se, durante a seleção, o gestor identifica potencial no candidato, mas observa algo que pode ser trabalhado, ele pode acompanhar e buscar desenvolver a habilidade. 

Grande parte dos gestores reconhecem que os talentos são o patrimônio da empresa e que não é fácil manter uma equipe de alta performance. Assim, para conseguir o melhor de cada colaborador, é necessário identificar os pontos de dificuldade e trabalhá-los, desenvolvendo as habilidades — e isso só é possível com acompanhamento. Sabemos que uma equipe é, em grande parte, um reflexo do seu líder. O funcionário que tem um líder que se preocupa com o seu desenvolvimento é mais engajado e comprometido. 

5. Capacitar a liderança

Um dos motivos que afastam o gestor do processo de seleção é acreditar que não está preparado. Muitos acreditam que não estão capacitados para colaborar. Profissionais excelentes podem ter dificuldades, por não conhecerem a abordagem e se sentirem inseguros na condução da entrevista, da dinâmica ou de uma avaliação. Pode parecer fácil, mas para quem não faz parte do time que executa essa função, é um desafio. 

A depender da vaga, o processo pode ser demorado e complexo. Ainda que seja uma etapa mais simples, o líder precisa estar preparado. Promova um treinamento explanando sobre as etapas e a importância de cada uma delas, sobre a divisão do tempo e o momento para a abordagem que cada pessoa responsável pela triagem terá com os candidatos

Também é necessário algum conhecimento teórico e prático para, por exemplo, elaborar uma entrevista mais técnica, uma dinâmica adequada e um feedback — inclusive para quem não teve o resultado esperado. O gestor precisa se sentir seguro, e isso pode acontecer por meio de treinamentos e oportunidades de capacitação.

6. Criar proximidade entre as equipes envolvidas

Um dos fatores que interfere é a falta de proximidade com o RH. Muitos colaboradores não conhecem os funcionários que atuam no departamento de recursos humanos. Ser próximo dos líderes e funcionários abre caminho para a troca de ideias e o compartilhamento de estratégias, além de ajudar no cumprimento das metas — o que torna o ambiente de trabalho melhor.

O RH precisa ser acolhedor e se manter aberto às ideias e às sugestões de todos da empresa. Após recebê-las, aconselha-se dar o retorno, um feedback. Isso mostra que todas as opiniões têm importância. Para estreitar os laços, uma boa opção é fazer visitas periódicas aos setores da empresa.

Conheça os gestores, além do “bom dia” ou “boa tarde”. Esse contato é importante para a relação de confiança — fator importante para a atuação conjunta no processo de seleção. O gestor que participa da triagem confia nas orientações do RH para fazer as abordagens. O RH alinha os momentos de intervenção para que o processo ocorra de forma organizada. 

7. Firmar parceria

Uma empresa em que gestores e RH trabalham em conjunto, em sintonia, se fortalece com o passar do tempo. Com a parceria, as chances das contratações serem assertivas são maiores. Com ambos reunidos e dispostos para o alcance do mesmo objetivo, todos ganham.

A parceria vem de uma boa relação e da comunicação clara, objetiva. Após conversar com a gestão sobre os benefícios de um processo de recrutamento e seleção em conjunto, é recomendada a elaboração de um cronograma para discussão e treinamento. Nesses encontros, pode ser discutida a necessidade de aumento do quadro de funcionários, turnover, expectativas quanto ao perfil do funcionário a ser contratado e demais estratégias.

É papel do RH promover treinamento, capacitação e ações motivacionais. No entanto, os encontros com a liderança são oportunos para diagnosticar as necessidades de alguma dessas intervenções para os novos e antigos funcionários, bem como a expectativa da liderança com essas ações.

O RH tem o desafio de criar estratégias para o engajamento de gestores no processo seletivo e fazer com que eles estejam empenhados em contribuir para contratações de excelência. Para isso, os gestores podem usar toda a expertise adquirida na rotina de trabalho. Sabendo que a participação da liderança interfere diretamente na qualidade da contratação, a ideia é que atuem em conjunto e se fortaleçam enquanto equipes que se preocupam com o desenvolvimento humano e organizacional.

Para saber como fazer uma entrevista impecável e garantir o melhor resultado no processo seletivo, leia o nosso artigo e conheça os tipos de entrevistas

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