Vídeos institucionais e comerciais. Qual a diferença?

Comunicar de forma assertiva e saber utilizar os recursos corretamente é a principal preocupação das empresas e é o que realmente faz a diferença na hora de colher os resultados. Muitas companhias buscam os vídeos como ferramentas para transmitir suas mensagens, no entanto, saber distinguir os tipos de comunicação é fundamental para o sucesso de uma campanha e divulgação.

Neste contexto, a diferença de vídeos institucionais e comerciais é crucial, pois ainda existe uma confusão quanto ao uso dos dois tipos. Segundo Philip Moss, da Chá das 5, as produtoras de filmes comerciais são mais voltadas às agências de publicidade, vendem nos vídeos produtos, ações, serviços, ou seja, criam comerciais para atingir um determinado público consumidor.

“O briefing coletado sobre a película a ser produzida já chega construído, com ideias bem acabadas. Cabe à equipe diretiva do filme, desenvolver o projeto de forma impecável, com muita criatividade na direção e muito cuidado com a estética para os vídeos comerciais”, explica.

Já as produtoras de vídeos institucionais, além de trabalhar com diversos tipos de agências, por exemplo, publicidade, eventos, promoções e ativações, também trabalham diretamente com as empresas, que costumam fornecer ideias prematuras. “O desafio é traduzir as necessidades do contratante em uma linguagem audiovisual, pensando em todos os detalhes, do início ao fim da produção. Embora mais trabalhoso esse processo permite maior liberdade aos profissionais de criação”, enfatiza Moss.

De acordo com Philip, é fundamental as empresas observarem o que elas buscam no momento. “O vídeo institucional fala da companhia como um todo e não de um produto ou área específica da instituição. O vídeo comercial vende um produto ou ação”, conta o especialista.

Segundo Moss, alguns elementos são fundamentais nos vídeos institucionais como, um breve histórico da empresa, a posição que a instituição se coloca hoje dentro do mercado, alguns diferenciais que ela possui, expor os valores e a missão e onde ela quer chegar, precisam estar presentes.

Os vídeos podem seguir diferentes caminhos e assuntos: pode ser de algum treinamento, lançamento interno de produto, ação de endomarketing, “Existem inúmeras opções para explorar”, ressalta Moss.

O cuidado das empresas na criação de vídeos

Para Philip o maior erro que as empresas devem evitar é subestimar o uso do vídeo. “Ele não deve ser visto como algo de ocasião. O importante é ter elementos que não o deixem expirar. Assim, é ideal ter informações atemporais para que o mesmo vídeo possa ser usado no futuro”, explica.

Algumas dicas simples podem ajudar as organizações a evitarem gastos desnecessários. Se o vídeo tiver dados, que seja em um letreiro e não na locução, pois fica mais fácil e barato de mudar.

Se a marca está em processo de mudança de identidade visual, o ideal é aguardar para produzir o vídeo. A mesma coisa se houver mudança de posicionamento. O tom do vídeo também deve estar alinhado com o conceito que a empresa tem. “Se ela tem um posicionamento mais agressivo, o vídeo não pode ter uma linguagem romântica, e vice-versa. Isso exige uma avaliação mais criteriosa de quem vai fazer o vídeo e da própria empresa”, conclui Moss.

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